Pulgas e carrapatos são diferentes tipos de pragas, então, ao considerar a melhor forma de proteger seu cãozinho, é importante fazer essa distinção. A principal diferença entre os dois é que, na maioria dos casos, as pulgas são um incômodo (exceto para as alergias a picadas de pulga), enquanto os carrapatos, são portadores de várias doenças graves.
Antes de decidir sobre o uso de preventivos químicos para proteger seu cão de pulgas e/ou carrapatos, considere alternativas que sejam eficazes e não tóxicas e se, você sentir a necessidade de usar um preventivo químico, tome cuidado com as reações adversas e toxicidade.
Repelir pulgas e carrapatos é importante para prevenir problemas de saúde de curto e longo prazo, de coceiras desconfortáveis a doenças crônicas com risco de vida.
Já ouvimos muito a frase “é melhor prevenir do que remediar” e nós d’ A Quinta queremos mostrar a você que o controle de pulgas e carrapatos é a melhor saída para seu peludo estar sempre saudável e feliz.
Quando se trata de proteção contra pulgas e carrapatos, muitos veterinários recomendam preventivos químicos como uma solução (alguns até os recomendam para os animais durante todo o ano). Porém, ao decidir a melhor forma de proteger seu cão você precisa levar em consideração quando a temporada de pragas começa e termina onde se mora e o risco individual do seu animal (por exemplo, você sai para longas caminhadas na floresta ou faz muitas caminhadas?), bem como o nível de risco de doenças na sua região.
Pulgas
Pulgas e carrapatos são tipos de pragas muito diferentes. As pulgas estão relacionadas a formigas e besouros, alimentam-se de sangue e suas picadas podem causar irritação e alergias cutâneas.
A dermatite alérgica à picada de pulgas (DAPP), que na verdade é a sensibilidade (alergia) à saliva da pulga, é uma condição muito comum em cães. Não é a picada da pulga que causa a maior parte da coceira em cães com DAPP, é a saliva.
Muitos tutores de cães presumem que, se o animal não está infestado de pulgas, a coceira não pode ser causada por elas. Mas, se seu cão tem DAPP, a saliva de apenas uma ou duas pulgas pode deixá-los com uma coceira terrível e desconfortável por muitas semanas, mesmo depois que as pulgas sumirem. As pulgas também podem transmitir vermes e causar anemia grave, especialmente em animais jovens. No entanto, as pulgas são principalmente um incômodo, e se você mora em uma área onde elas se proliferam muito, e isso pode parecer uma batalha constante para mantê-las sob controle.
As pulgas se desenvolvem em temperatura entre 18 e 27°C com uma umidade na faixa de 75 a 85%. Em alguns locais, a temporada de pulgas é o ano todo, mas em outros, algumas épocas do ano mais frias, como o sul do país, elas não são consideradas um grande problema.
É importante lembrar que as pulgas não são naturalmente atraídas por animais saudáveis. Elas são atraídas pelos animais mais fracos e a primeira melhor defesa contra infestações é alimentar o seu cão com uma dieta de alimentos frescos nutricionalmente balanceada e apropriada para a espécie que ajudará o seu peludo a manter seu sistema imunológico funcionando da maneira ideal.
Além da dieta, é importante remover os fatores ambientais que podem impactar negativamente o sistema imunológico do seu cão, incluindo:
Carrapatos
Os carrapatos são um tipo de aracnídeo relacionado a ácaros, aranhas e escorpiões. Eles estão cada vez mais resistentes a pesticidas e são encontrados em todas as regiões do Brasil. Por se alimentarem de muitos animais diferentes (humanos, cães, gatos, esquilos, ratos, gambás, cervos e mais) e por longos períodos de tempo, os humanos e animais podem adquirir certos tipos de doenças que podem ser fatais.
As doenças transmitidas por carrapatos incluem:
Infelizmente, uma única picada de carrapato pode expor seu animal a várias doenças, mas a exposição não é o mesmo que a infecção. Em muitos casos, seu animal será capaz de combater doenças transmitidas por carrapatos sem a necessidade de tratamento. O sistema imunológico da maioria dos cães faz exatamente o que deve fazer quando uma bactéria estranha entra em seus corpos – eles montam uma resposta imunológica eficaz, mas claro que a avaliação do médico veterinário é de suma importância em todo esse processo.
A melhor maneira de saber se um cão eliminou efetivamente a bactéria (foi exposto, mas não infectado) ou está infectado é fazer um acompanhamento por meio de testes específicos que diferenciam a exposição da infecção. Infelizmente, um grande número de cães a cada ano é desnecessariamente tratado com terapia antibiótica extensa por apresentar na análise de sangue plaquetas baixas.
Nós d’ Quinta sugerimos que para quem vive em áreas endêmicas de carrapatos ou que têm cães que podem estar em risco de receber várias picadas de carrapatos a cada ano, testem seus animais a cada 6 meses. Peça ao seu veterinário que faça as avaliações no seu peludo para patógenos potenciais transmitidos por carrapatos muito antes deles apresentarem sintomas.
O SNAP 4Dx® Plus do Laboratório Idexx (Casa – IDEXX Brasil) e os testes Accuflex 4® (Diagnóstico Antech) que rastreiam dirofilariose, doença de Lyme e duas cepas de ehrlichia e anaplasma deveriam ser testes de triagem para cães em áreas endêmicas de carrapatos. Um desses exames de sangue simples a cada 6 a 12 meses é a melhor maneira de:
Também é importante que os animais de estimação que vivem em áreas infestadas de carrapatos com teste positivo no SNAP 4Dx Plus ou no Accuflex 4 também sejam examinados quanto à exposição à babesia. A melhor forma de detectar a exposição a esse parasita é com o teste PCR (reação em cadeia da polimerase) que verifica a presença de DNA da babésia.
Antes de usar um preventivo químico contra pulgas e carrapatos que podem ter muitos efeitos adversos como irritação na pele, paralisia, convulsões e até mesmo a morte se usado de maneira inadequada, existem alternativas naturais eficazes que são muito seguras.
Além disso, pulgas e carrapatos estão se tornando mais resistentes a pesticidas químicos, o que significa que seu cão ainda pode estar exposto a doenças causadas por eles, mesmo usando esse tipo de produto. Não é raro pacientes caninos que receberam doses mensais durante anos, mas deram positivo para doenças transmitidas por carrapatos, incluindo muitos cães com doença de Lyme que foram vacinados contra ela.
Suspenda esse tipo de produto durante o inverno, se você morar em locais com temperaturas bem baixas durante esse período. Se, no entanto, você optar por usar esse tipo de produto químico, siga essas precauções:
Consulte seu veterinário sobre essas prevenções mais naturais, dependendo da idade, peso e os medicamentos que seu animal esteja tomando. Existem alternativas seguras e não tóxicas para o controle de pulgas e carrapatos para cães, e elas não têm efeitos colaterais, ao contrário de praticamente todas as formas de repelentes químicos. Estas incluem:
O mercado pet brasileiro oferece atualmente diversas opções naturais interessantes para prevenção de infestação por pulgas e carrapatos. Aqui citamos alguns desses produtos:
Porém, quando as opções naturais não controlam as pulgas e carrapatos por quaisquer problemas com o ambiente ou o próprio animal, sugerimos aplicações pontuais de inseticidas químicos.
Assim, o que deixamos de recado nesse post para vocês, queridos tutores que amam seus cãozinhos, é não descartar totalmente os produtos comerciais convencionais, mas só recorrer a eles quando não conseguir controlar de forma eficaz as pulgas e carrapatos com as medidas mais naturais possíveis!
Cuidados extremamente importantes: antes de introduzir quaisquer produtos de forma tópica no seu cãozinho, faça um teste. Aplique um pouco na parte interna da coxa ou virilha do peludo e observe por 24 horas se ocorre alguma reação alérgica (exemplo: coceira, vermelhidão ou vergões). Se ocorreu qualquer reação, não utilize o produto. Os produtos sugeridos neste post geralmente são seguros, mas é impossível prever a reação individual.